Fisioterapia nos Tumores Ósseos

Os tumores ósseos são um raro e heterogêneo grupo de tumores, apesar do sistema musculoesquelético compreender 75% do peso corporal médio, essas neoplasias representam uma pequena parcela dos tumores em geral. Tendo uma frequência menor que 1% de todos os tumores dos adultos e de 15% das neoplasias malignas pediátricas.

O Tumor ósseo é conhecido por séculos pelo seu tratamento restrito a amputações, enquanto aguardávamos uma possibilidade de sobrevida que na maioria das vezes estava restrita a apenas 20% dos pacientes, muitos evoluíam para óbito em menos de 5 anos, pois a doença acabava disseminando-se no pulmão, criando o estigma de que o câncer do ósseo era fatal.

Com o desenvolvimento da terapia oncológica, os métodos de diagnóstico e estadiamento se tornaram mais apurados e precisos, e as opções terapêuticas se multiplicaram. Isso provocou um significativo aumento  da sobrevida após o diagnóstico inicial.

Hoje, mais de 90% dos pacientes com câncer de ósseo podem ter seus membros preservados mantendo a imagem corporal intacta. As cirurgias são mais complexas e mais longas e necessita da abordagem de um ortopedista especializado em oncologia. O cirurgião resseca o tumor e pode substituir o osso comprometido por endoporóteses não convencionais, enxertos ósseos ou até mesmo o próprio osso congelado.

Tão importante quanto conhecer o tumor e seu prognóstico é saber quais as restrições que o procedimento cirúrgico causou, muitas vezes o paciente ainda necessita de tratamento adjuvante, a quimioterapia é interrompida para realizar a cirurgia e precisa ser retomada sem grandes intervalos.

Embora a preservação dos membros possa melhorar a qualidade de vida provoca uma variedade de deficiências, e cria a necessidade de intervenção reabilitativa com objetivo de maximizar a função e diminuir a dor, a curto e médio prazo. A fisioterapia vai atuar exatamente nessa situação de complexidade, dando ao paciente condições pós operatórias adequadas para uma vida funcional plena uma boa qualidade de sobrevida, sem dor e com a melhor função possível sem restrições do aparelho locomotor.

 

Atenção: É permita a reprodução deste artigo desde que citada a fonte.
Autor: Emília Cardoso Martinez
Fisioterapeuta, mestra em ciências da saúde pela faculdade de ciências médicas da Santa Casa de São Paulo, membro do Núcleo de Estudos e Pesquisas em Fisioterapia Cnpq/ FCMSCSP, membro da ABFO, pós-graduada em fisioterapia musculoesquelética pela Santa Casa de Misericórdia de São Paulo. Atualmente é professora convidada da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo, professora e supervisora de estágio do Centro Universitário das Faculdades Metropolitanas Unidas e fisioterapeuta responsável pela reabilitação oncológica do instituto Move em São Paulo.

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