Incontinência Urinária e Câncer

Segundo a International Continency Society, a Incontinência urinária é considerada a queixa de qualquer perda involuntária de urina. Muitas pessoas ignoram os sinais iniciais da Incontinência urinária e o seu avanço provoca impacto negativo na qualidade de vida com prejuízos físicos, emocionais e sociais.

Você sabia que o câncer pode afetar a perda de urina?

Sim, pode!

Para que todo o processo de micção ocorra de maneira satisfatória, é preciso integridade do suporte anatômico dos músculos do assoalho pélvico, do esfíncter uretral e da funcionalidade da bexiga. O controle miccional também depende dos estímulos do sistema nervoso. Sendo assim, quando uma neoplasia maligna atinge os órgãos pélvicos (bexiga, próstata, útero, ovário, uretra ou reto) ou o sistema nervoso central ou periférico (cérebro, medula espinhal ou nervos) esses podem prejudicar a continência da urina.

Isso ocorre principalmente por causas de lesões nervosas e esfincterianas durante a manipulação cirúrgica para remoção dos tumores localizados em região pélvica. Apesar dos avanços cirúrgicos na busca de procedimentos cada vez menos agressivos, ainda são muitos os casos de ocorrência da incontinência urinária.

Outros tratamentos oncológicos que possibilitam a cura como a quimioterapia, radioterapia e a braquiterapia, também são descritos como potencialmente lesivos e associados a distúrbios urológicos, como quadros inflamatórios/infecciosos, danos nervosos e consequente perda de urina em pacientes que realizam tratamento contra o câncer.

Como uma das possíveis sequelas do tratamento contra o câncer e preciso que a população de maneira geral seja esclarecida que a incontinência urinária não é normal e o tratamento deve ser adequadamente conduzido. O tratamento deve ser acompanhado por um médico Urologista e um Fisioterapeuta. Quando indicada, a reabilitação do assoalho pélvico pode ser uma importante ferramenta na busca da continência, através de diversos recursos fisioterapêuticos, entre eles a eletroestimulação e exercícios direcionados.

 

Atenção: É permita a reprodução deste artigo desde que citada a fonte.
Autor: Dra. Ana Paula Oliveira Santos (Fisioterapeuta)
Pós graduada em Fisioterapia em Oncologia pelo AC Camargo
Especialista em Fisioterapia em Oncologia pelo COFFITO/ABFO
Coordenadora do Comitê de Fisioterapia da ABRALE
Mestranda em Mastologia pela UNIFESP
Coordenadora de Ensino da BioOnco

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