Meditação & Câncer

Os efeitos terapêuticos multidimensionais da meditação têm sido extensivamente comprovados em indivíduos com câncer.

O comprometimento multidimensional da saúde dos pacientes com câncer, ou em consequência de seu tratamento, justifica a adoção de intervenções multidimensionais como complemento às terapias convencionais, como as terapias mente-corpo, que cumprem esse papel com excelência ao promover aos pacientes com conhecimentos e habilidades que os permitam enfrentar e controlar seus sintomas. Isso acontece, devido o princípio de que se eles aprenderem a focalizar a mente é possível controlar as emoções e, em consequência, as funções do organismo.

Algumas intervenções mente-corpo usadas como terapias complementares têm apresentado efeitos benéficos para o controle dos transtornos clínicos, emocionais, comportamentais e espirituais associados ao câncer e às consequências de seu tratamento, incluindo técnicas de relaxamento, visualização criativa, yoga, taichi, qigonge meditação.

A meditação causa melhora da saúde geral dos pacientes por amenizar as sequelas da doença, atua por meio da redução da dor, da fadiga, da insônia e dos sintomas pós-quimioterapia, menopáusicos, gastrointestinais, cardiopulmonares, concorre para a modulação do sistema imunoneuroendócrino, além de normalizar os níveis plasmáticos de melatonina.

A melatonina é o principal hormônio sintetizado e secretado pela glândula pineal e exerce importantes funções fisiológicas no organismo, que incluem a regulação do ciclo circadiano, do sistema imunoneuroendócrino, da função tireoidiana e do humor, além de atividade antioxidante, anti-inflamatória, geroprotetora e osteoprotetora, atuação na composição sanguínea por influenciar a dinâmica medular, na gênese e agregação de plaquetas, na síntese de hemoglobina e na ativação endotelial. Os pacientes com câncer são especialmente favorecidos pelas atividades fisiológicas da melatonina, especialmente por sua atividade antitumoral, e imunomoduladora, e por sua capacidade reguladora do sono.

 

Atenção: É permita a reprodução deste artigo desde que citada a fonte.
Trecho da tese de doutorado de Juarez Iório Castellar – Universidade de Brasilia (2014). Leia na Integra: http://www.repositorio.unb.br/bitstream/10482/16017/1/2014_JuarezIorioCastellar.pdf

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