Indicações do laser de baixa intensidade em oncologia

O uso terapêutico da luz laser de baixa intensidade (laser de baixa potência ou fotobiomodulação) consiste na aplicação da luz com o objetivo de promover reparo tecidual, estimular à formação de vasos sanguíneos e linfáticos colaterais, diminuir o processo inflamatório e edematoso, além de produzir analgesia.

Em função da baixa potência, não há evidências da ocorrência de aumento de temperatura com o uso do laser e, por essa razão, nenhuma alteração significativa é observada na estrutura do tecido. A terapia por luz laser refere-se ao uso da luz vermelha ou invisível. A energia gerada e absorvida não será transformada em calor, mas sim em efeitos fotoquímicos, foto-físicos ou fotobiológicos.

Considerando as características e os possíveis benefícios, a luz laser de baixa potência é um recurso amplamente utilizado por fisioterapêuticas na reabilitação de pacientes. A luz laser de baixa potência vem sendo utilizada como tratamento alternativo e/ou complementar em pacientes no pós-operatório de cirurgias oncológicas e que desenvolveram linfedema. O mecanismo para a redução do volume do membro edemaciado inclui a promoção da formação de vasos linfáticos colaterais e da estimulação da motilidade linfática, sem alteração significativa da arquitetura tecidual. A luz laser também aumenta o fluxo linfático e reduz a fibrose intersticial que acompanha a estase linfática.

A luz laser tem importante papel na melhora do processo de reparação e regeneração tecidual, prevenindo e reduzindo a prevalência, severidade, e duração da mucosite oral de pacientes em tratamento com quimio e/ou radioterapia. O uso da luz laser também diminui a severidade e duração da dor, trazendo benefícios importantes para os pacientes. A luz laser também pode ser utilizada para fechar feridas (cirúrgicas ou não) com alterações no processo de cicatrização.

Estudos apontam para um efeito de redução na incidência e na ocorrência de sequelas cutâneas provocadas pela radioterapia, assim como da dor e da necessidade de tratamentos cutâneos com o uso da luz laser.

Outra ação positiva da luz laser é sobre a diminuição da dor e da alteração da sensibilidade (especialmente com queixa de choque e hipersensibilidade a temperatura) em pacientes com neuropatia periférica induzida pela quimioterapia. Estudos iniciais tem observado o uso da luz laser para o controle de náuseas e vômitos em pacientes que fazem uso de hormio e/ou quimioterapia.

Além disso, como a luz laser é um recurso seguro para uso em pacientes oncológicos, torna-se um grande aliado para que o fisioterapeuta possa utilizá-lo em desordens músculo-esqueléticas não originadas pelo tratamento da doença, mas existentes nos pacientes.

 

Atenção: É permita a reprodução deste artigo desde que citada a fonte.
Autor: Dra Laura Rezende
Graduanda em Fisioterapia pela PUC Campinas
Mestre e doutora pelo departamento de tocogineoclogia pela faculdade de ciêncioas médicas UNICAMP
Pós doutora em Mastologia pela UNESP
Docente do Curso de Fisioterapiada UNIFAE

Compartilhe nas Redes Sociais
error