Cancer Pulmao
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O que o fisioterapeuta precisa saber sobre o câncer de pulmão?

Câncer de pulmão é o mais comum de todos os tumores malignos, estando em 80% dos casos relacionados ao consumo de tabaco
Historicamente o carcinoma broncogênico compromete predominantemente os homens, mas com a revolução feminina da década de 60, o consumo de tabaco entre as mulheres aumentou a incidência nessa população.

Além do tabagismo outros fatores de risco incluem: exposição a agente químicos inalantes (ex: arsênico, asbesto, cromo etc), tabagismo passivo, poluição, infecção pulmonar recorrente, fatores genéticos e familiares.

Geralmente, os tumores iniciais não produzem sintomas que justifiquem a necessidade de investigação médica para o câncer.

Assim, 15 a 20% dos casos são diagnosticados em fase inicial (estádio I e II), sendo a maior parte de maneira incidental, por exemplo ao fazer uma radiografia de tórax para outros fins.

Como os sintomas são inespecíficos, acarreta na maioria dos casos em diagnóstico já localmente avançados (estádio III) ou metastáticos (estádio IV).

Sintomas: tosse, hemoptise, sibilos, dispneia, disfagia, rouquidão, síndrome da veia va, palpitações e síncope. Esses sintomas são comuns em diversas outras doenças o que reforça a dificuldade de um diagnóstico precoce.

As manifestações paraneoplásicas incluem: emagrecimento, anorexia, baqueteamento digital, hipercalcemia, coagulopatia, entre outros.

Existem cerca de 30 tipos histológicos de câncer de pulmão divididos em dois grupos: carcinoma de não pequenas células e carcinoma de pequenas células.

CARCINOMA NÃO PEQUENAS CÉLULAS: é o mais comum com incidência de 80% dos três tipos compreende, carcinoma espinocelular (CEC), adenocarcinoma e carcinoma de células grandes.

CARCINOMA DE PEQUENAS CÉLULAS: corresponde a 20% dos casos, são extremamente agressivos com alto potencial de metástase e prognóstico reservado

O tratamento ocorre de acordo com o estadiamento, dos tumores restritos ao pulmão pode ocorrer ressecção cirúrgica, pneumectomia ou lobectomia com ressecção de linfonodos mediastinais. Também pode ser realizado as segmentectomias ou ressecção em cunha.

O tratamento dos carcinomas mais agressivos tem a quimioterapia como principal recurso, quando restrito ao tórax a radioterapia também se torna uma opção de controle e a doença pode se tornar irressecável do ponto de vista cirúrgico comprometendo órgãos adjacentes, como esôfago, grandes vasos, coração e vértebras.

Falando em vértebras os principais sítios de metástase são osso, cérebro, fígado, pulmão e suprarrenais.

Fonte: Manual de Fisioterapia Oncológica: Câncer de Pulmão ABFO

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